Wilson Beserra, Presidente, Eleições, Datafolha

O instituto Datafolha revelou na última quinta-feira (20) que o número de mulheres sem candidato é alto. Pela pesquisa, o voto feminino vai ser decisivo no dia 07 de outubro. A verdade é que ainda tem muita mulher indecisa para o voto de presidente. A duas semanas das eleições, 51% delas afirmaram não saber em quem votar ou pretendem votar nulo ou branco, 38% e 13% respectivamente, o número corresponde a 39,4 milhões de brasileiras. De acordo com a pesquisa que mapeou também o perfil socioeconômico, 45,3% moram no sudeste e 54% ganham até dois salários mínimos.

As eleitoras deste grupo podem ser essenciais na reta final do primeiro turno. Candidatos postulantes a Presidência devem fazer um trabalho focado em conquistar a confiança delas. Segundo cientistas políticos, o levantamento detalhado apresenta frustrações com os candidatos e a falta de fé do eleitorado feminino, que ainda não obteve respostas para seus interesses.

Mulheres mais cautelosas

Em comparação aos homens, as mulheres têm costume de decidir seu voto mais perto da data. Os dados mostram que o índice de brasileiros que não definiram o voto era de 29%, equivalente a 20,2 milhões do eleitorado masculino. No mês de junho, esses números mostravam que o rol dos indecisos contava com 80% das eleitoras e 58% do público masculino.

A pesquisa mostra que as brasileiras entre 35 e 44 anos são as mais cautelosas, equivalente a 21,6% dos votos indefinidos. Eleitoras entre 16 e 24 anos fazem parte da parcela menor com 15%. Segundo o Datafolha, o Centro-Oeste tem a menor fatia com 6,3% do eleitorado feminino indeciso. O Norte tem 7,6%, o Sul tem 14,2%, o Nordeste tem 26,4% e o Sudeste tem quase a metade.

Candidatos não convencem

Um cientista político da PUC-Rio analisou o cenário e disse que certamente os candidatos serão orientados a ganhar os indecisos. Os discursos devem alcançar as mulheres com faixa de renda mais baixa, ainda mais num momento delicado da economia brasileira. Temas delicados como o preço do gás de cozinha, a creche para os filhos e o endividamento pessoal devem entrar na pauta.

Mais da metade das indecisas estão no interior, um total de 60%, e 40% figuram nas capitais brasileiras. Uma grande fatia das mulheres interioranas que não têm voto desconhece as propostas dos candidatos. Segundo um cientista político da UFMG, o discurso dos presidenciáveis não chega às cidades pequenas e médias, onde a indecisão por falta de informação é maior.

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